A nossa história acontece em meados do século XVI na Alemanha.
O povo está numa miséria extrema.
Os pesados impostos que a coroa exigia, fazia com que até o trabalhador mais bem pago lutasse para sobreviver.
Os homens de família chegaram ao ponto de entregar as suas próprias vidas para a prostituição na esperança de ter algum rendimento para alimentar a família.
A taxa de criminalidade aumenta exponencialmente, na medida em que o pobre tenta roubar de quem é mais pobre que ele.
Enquanto o povo sofria, a nobreza consumia-se nos mais exuberantes luxos e gastos.
Muitas vezes, alguns nobres compadeciam-se da situação do povo e davam-lhes esmolas realmente altas que davam sustento. Mas, daí chegavam os cobradores de impostos e confiscavam todo o rendimento.
Nesta situação, o povo já não conseguia sustentar as suas propriedades, o que acarretará ao fim da propriedade privada, não por um motivo ideológico, mas porque ninguém a conseguiria manter. O povo passaria a viver em edifícios, muitas vezes abandonado e partilhado por múltiplas famílias.
No dia 31 de outubro de 1570, véspera de dia santo, o infeliz povo recebia um mensageiro real que aos altos berros anunciava uma grande notícia: a morte do Rei Philip aos seus 60 anos.
Um dos camponeses, que se chamava Humbert, perante a notícia, blasfemou em alta voz contra o falecido rei como uma revolta contra a pobreza em que ele e os seus viviam.
Os mensageiros do rei escutaram a blasfémia e como castigo espetaram uma afiada lança no peito de Humbert, o matando.
Humbert morre em frente ao seu filho que o segura nos braços ensanguentado.
30 dias após o funeral do Rei Philip, o filho mais velho, o príncipe real Leopold é coroado rei.
Leopold tinha 35 anos era casado com Eva e já tinha uma filha, Branca de Neve.
Eva era uma princesa e agora uma rainha próxima do povo e dos mais frágeis. Ela visitava frequentemente hospitais e locais de assistência, dando parte da sua riqueza a eles. Enquanto Leopold e a linhagem de Philip eram odiados, Eva era amada. A amabilidade e o exemplo da mãe tocaram o coração da jovem filha transmitindo os valores.
O novo rei ao visitar o seu povo, em vez de esperar aclamações, recebe protestos contra a coroa. Para os acalmar, ele promete ao povo novas condições de vida, diminuições dos impostos e novas oportunidades.
Leopold tenta cumprir a sua palavra com novas medidas governamentais e projetos de lei.
Porém, a rainha Eva acaba desenvolvendo uma doença grave e Leopold desvia os recursos que estavam destinados para o povo, para a saúde da sua amada esposa.
Esta atitude quebra as expectativas do povo em relação a mudanças para uma melhor qualidade de vida e incentiva a protestos e rebeliões mais violentas.
Os esforços do Rei Leopold foram todos inúteis e a rainha Eva morre.
Com a morte da sua amada esposa e com as pressões governamentais com os protestos e rebeliões populares, Leopold sofre um colapso mental com um forte desequilíbrio mental e emocional.
Reparando que a sua filha estava órfã de mãe e como estava incapacitado de ocupar o lugar que a mãe ocupava, Leopold decide casar-se outra vez. Mas, não seria por amor, mas por interesse. Procurando alguém que fosse uma mãe para a Branca de Neve e que lhe ajudasse na governação do reino.
A mulher escolhida era de outro reino. Uma mulher forte, destemida e determinada chamada Regina.
Foi organizado uma festa de casamento para Leopold e Regina.
Na sua própria festa de casamento, Leopold parecia triste, abatido, emocionalmente morto. Regina nota isso, nota que Leopold não sentia nada por ela.
O baile do casamento era um baile de máscaras. Nele, a jovem Branca de Neve conhece um misterioso jovem. Eles conversam e dançam a noite toda.
Um conde chega perto do Rei Leopold com a notícia de que um bando de terroristas incendiou a casa de verão do Rei Philip.
Leopold deixa o salão e começa a chorar, lembrando das memórias de infância nessa casa, lembrando do seu pai, dos seus irmãos e especialmente da sua mãe, a Rainha Aurora.
Branca de Neve e o misterioso jovem continuam a divertir-se juntos, até que o jovem mascarado diz que tem urgentemente de se ir embora. Ele beija ela e desaparece. Ela ao relembrar o sucedido chama o misterioso jovem de “Príncipe Encantado”.
Regina tinha a sua própria visão de reino que contrastava com a de Leopold. Regina pretendia implementar um autoritarismo com um reforço na segurança à base do medo.
Ela agendou uma reunião com o Rei e o levou, sem ele saber, para um local de rebeliões.
Quando o Leopold chegou ao local com o mínimo de segurança, ele é violentamente atacado pela rebelião e acaba morto com uma faca no abdómen, uma garrafa partida na cabeça, dois tiros na perna esquerda e quando estava caído moribundo no chão, violentamente espancado e esbofeteado até à morte.
Com a morte do Rei, quem assumiria o trono seria a Princesa Branca de Neve, mas como esta só tinha 15 anos, Regina assume como rainha regente.
Regina implementa o seu regime autoritário, com impostos mais pesados e com um exército para combater as rebeliões com pena de morte.
Um dia, Branca de Neve reencontra-se com o “Príncipe Encantado” que era Fernando, o filho de Humbert, e eles se apaixonam. Fernando revela à princesa a sua visão da sociedade, tendo sempre presente a imagem do seu pai morto nos seus braços pelo mensageiro real. Fernando conscientiza-a sobre os problemas sociais e o estado do povo do seu próprio reino.
Branca de Neve decide ser ativa e solicita uma audiência com a madrasta para exigir melhor condições para o povo.
Regina mantém-se firme e destemida, pune a enteada, despromove-a de todos os benefícios reais, convertendo-a numa criada. Já que ela estava preocupada com o povo, Regina põe-na na posição do povo.
Enquanto trabalhava como criada da rainha, Branca de Neve foge para a aldeia.
Ela encontra um ministro religioso luterano que ao reconhecer a princesa dirige-lhe palavras de coragem e incentivo.
A princesa encontra-se com Fernando e a sua rebelião.
A Rainha Regente Regina ao deparar-se com o desaparecimento da princesa e com o perigo que ela poderia causar ao seu regime, envia espiões para secretamente assassinarem a princesa.
Perante os nobres, a Rainha Regina revela que a Branca de Neve, enquanto brincava na praça, fora raptada por um dos rebeldes e que provavelmente estaria morte. Com esta atitude, a Rainha permitia aumentar a frieza dos nobres em relação ao povo, evitando uma revolta dos nobres que discordavam dos seus métodos.
Junto com o bando, Branca e Fernando invadem uma fortaleza real para libertarem os pobres injustamente presos.
Durante este tempo, eles elaboram um plano para invadirem o palácio da Rainha.
Os espiões da rainha conseguem encontram a Branca e uma batalha acontece.
Robin, o líder do bando, diz que eles conseguem empatar os espiões enquanto Branca e Fernando prosseguem com o plano em direção ao palácio da rainha.
Branca de Neve e Fernando disfarçam-se e conseguem entrar na fortaleza do Castelo Real.
Regina recebe em audiência um cardeal com uma carta apostólica do Papa Gregório XIII contendo um apelo para que Regina tenha misericórdia do povo.
Regina expulsa o Cardeal do palácio, alegando que a Igreja Romana já não tem autoridade no seu reino.
Infiltrados no palácio, local familiar e bem conhecido para Branca, os dois entraram no escritório de Regina e trancam-se com ela, sem seguranças lá.
Fernando ameaça Regina de morte. Branca prepara-se para dar o golpe, mas lembra-se da sua mãe e da bondade que esta lhe transmitiu e por isso poupa Regina.
Os soldados chegam no local para acudirem a rainha e deparam-se com Branca de Neve.
Eles ajoelham-se perante a princesa que acreditavam estar morta.
O centurião dos soldados, Louguinho, chega no local e escuta toda a história da Princesa.
Como ela já era maior de idade, pelo tempo que passou refugiada, ela tem direito ao trono.
Regina é presa e enclausurada. Branca torna-se Rainha e casa-se com Fernando.
Na prisão, despojada de todas as vestes e luxos reais, Regina chora copiosamente e se desespera por ter desonrado a sua mãe.
O casamento foi realizado pelo enviado do Papa, o cardeal Felice Peretti.
Branca torna-se uma rainha à semelhança da sua mãe, sendo bondosa e amável.
Fernando procura e usa todos os seus esforços, sendo Rei, para reformular o sistema social.
O sistema do medo transformou-se em liberdade. A monarquia que antes era temida, tornou-se amada
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